Não deveria ser assim tão difícil ir em frente,
mas toda vez que tento
meu coração diz para.
Mostrando postagens com marcador diagnóstico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diagnóstico. Mostrar todas as postagens
18 de janeiro de 2016
16 de janeiro de 2016
Descabida
Minhas emoções não cabem em mim.
Nunca couberam.
Vazam. Transbordam. Gritam por ar.
Já estive assim tantas vezes.
Descabida descabelada desnivelada sem fôlego.
Revira tudo por dentro.
Cansa.
Exaure.
Meu corpo se prepara o tempo todo para um ataque.
O coração bombeia mais sangue sem motivo aparente.
O fôlego se perde.
Se o ataque nunca vem, a preparação não acaba.
Só me ataca por dentro.
E se me perguntam "o que foi?" não tenho resposta.
É só meu sangue que ferve demais.
Nunca couberam.
Vazam. Transbordam. Gritam por ar.
Já estive assim tantas vezes.
Descabida descabelada desnivelada sem fôlego.
Revira tudo por dentro.
Cansa.
Exaure.
Meu corpo se prepara o tempo todo para um ataque.
O coração bombeia mais sangue sem motivo aparente.
O fôlego se perde.
Se o ataque nunca vem, a preparação não acaba.
Só me ataca por dentro.
E se me perguntam "o que foi?" não tenho resposta.
É só meu sangue que ferve demais.
22 de julho de 2015
deixa pra amanhã
Adormeci criando um texto inacabado em minha mente.
Pensando em mais palavras que não escrevi.
Sonhei vazio.
Adormeci criando uma história inacabada em minha memória.
Pensando em mais uma vida que não vivi.
Sonhei um desvario.
Adormeci criando um arrependimento em meu passado.
Pensando em mais um momento que não segui.
Sonhei e rio
de mim mesma.
Riso nervoso.
Despertei pensando que é isso que sempre fiz.
Pensando em mais palavras que não escrevi.
Sonhei vazio.
Adormeci criando uma história inacabada em minha memória.
Pensando em mais uma vida que não vivi.
Sonhei um desvario.
Adormeci criando um arrependimento em meu passado.
Pensando em mais um momento que não segui.
Sonhei e rio
de mim mesma.
Riso nervoso.
Despertei pensando que é isso que sempre fiz.
17 de maio de 2015
condenada
porque é tão difícil ser livre. e por quê?
prendemo-nos para nos defender de nós.
não posso. não devo.
a liberdade sai da rotina.
a liberdade não tem roteiro.
a liberdade é um gato selvagem de garras afiadas, não se pode domar.
a liberdade inunda.
a liberdade pode estar muito quente ou muito apimentada.
a liberdade não limpa os pés antes de entrar.
a liberdade não controla o volume da voz.
você não vai domá-la, vai correr junto.
cansa, mas recompensa.
a condenação sartriana que tira o rumo, mas dá sentido à existência.
mover cada peça do seu próprio jogo, que não vem com manual de instruções.
anseio pela liberdade. e essa ansiedade é também medo.
então corro.
sem saber se perseguindo ou fugindo, corro.
prendemo-nos para nos defender de nós.
não posso. não devo.
a liberdade sai da rotina.
a liberdade não tem roteiro.
a liberdade é um gato selvagem de garras afiadas, não se pode domar.
a liberdade inunda.
a liberdade pode estar muito quente ou muito apimentada.
a liberdade não limpa os pés antes de entrar.
a liberdade não controla o volume da voz.
você não vai domá-la, vai correr junto.
cansa, mas recompensa.
a condenação sartriana que tira o rumo, mas dá sentido à existência.
mover cada peça do seu próprio jogo, que não vem com manual de instruções.
anseio pela liberdade. e essa ansiedade é também medo.
então corro.
sem saber se perseguindo ou fugindo, corro.
25 de janeiro de 2015
Amar é habitar outros mundos.
Amar é habitar outros mundos. E a alguns custamos tanto a nos adaptar.
Às vezes a viagem de ida é longa demais e a estadia muito curta. A volta, invariavelmente abrupta. No meio do caminho, nos põem pra fora de paraquedas e falta o chão. Difícil aterrissar em vez de cair. Você sabe que pode quebrar as pernas, mas acha que ainda está longe do solo. Você sabe que precisa procurar o caminho de volta, mas espera atônita pelo resgate.
Você embarcaria novamente?
Arriscaria explorar outro mundo tão cedo?
Alguma vez a viagem será sem volta?
Alguns se apressam em comprar novas passagens. Mas não. Eu acho que, por enquanto, vou construir meu próprio mundo. Que seja sólido o suficiente pra próxima vez que eu precisar cair.
Às vezes a viagem de ida é longa demais e a estadia muito curta. A volta, invariavelmente abrupta. No meio do caminho, nos põem pra fora de paraquedas e falta o chão. Difícil aterrissar em vez de cair. Você sabe que pode quebrar as pernas, mas acha que ainda está longe do solo. Você sabe que precisa procurar o caminho de volta, mas espera atônita pelo resgate.
Você embarcaria novamente?
Arriscaria explorar outro mundo tão cedo?
Alguma vez a viagem será sem volta?
Alguns se apressam em comprar novas passagens. Mas não. Eu acho que, por enquanto, vou construir meu próprio mundo. Que seja sólido o suficiente pra próxima vez que eu precisar cair.
4 de dezembro de 2014
4 de julho de 2013
alta
Eu me dei alta da terapia.
Quer dizer. Dei um tempo na relação com a analista.
Dois anos chegando a conclusões que levavam a novas dúvidas.
Dois anos buscando.
Dois anos remexendo fundo.
Não, eu não estou bem.
Eu só acho que, na verdade, ninguém está.
Quer dizer. Dei um tempo na relação com a analista.
Dois anos chegando a conclusões que levavam a novas dúvidas.
Dois anos buscando.
Dois anos remexendo fundo.
Não, eu não estou bem.
Eu só acho que, na verdade, ninguém está.
10 de maio de 2013
das emoções
Eu já passei por isso. E curei.
Mas é sempre assim, a ansiedade quer que tudo se resolva muito
rápido.
A gente não recebe um roteiro das dificuldades que vai
enfrentar, pra saber que não devia dar tanta atenção assim a esta ou àquela em
particular.
Sabe o que é?
Bem-estar não é suficiente. Eu preciso de euforia.
Bem-estar não é suficiente. Eu preciso de euforia.
Se você passar horas falando comigo sem me provocar um
ataque de choro ou de riso, talvez eu nem me lembre do que a gente falou.
Talvez eu até grite algum dia.
E eu juro que tento me controlar.
Mas o alfaiate das minhas emoções as fez no tamanho errado. São muito maiores que eu e vivem me escapando por debaixo do tecido dos dias.
E eu juro que tento me controlar.
Mas o alfaiate das minhas emoções as fez no tamanho errado. São muito maiores que eu e vivem me escapando por debaixo do tecido dos dias.
Mas saiba que se eu for grossa ou se eu te assustar, não é de
propósito. Desculpe. Às vezes levo as coisas muito a sério, mas não levo pro
lado pessoal não.
E esse jeito meio exagerado pode até te afastar de mim.
Mas é o
contrário.
Sempre estive pedindo socorro.
7 de março de 2013
Eu só quero fazer parte.
Eu só quero fazer parte.
E não importa se como protagonista, coadjuvante, dublê.
Quero dizer
Estive lá.
Em mim a aflição é pior quando se parte.
Antes do fim do filme.
Antes do fim da festa.
Antes do fim da fala.
Antes do fim que falta.
Não quero uma vida em partes.
Quero tudo por inteiro,
senão,
nem me convide.
Porque se parto,
me falta um pedaço.
Porque se me falta,
me despedaço.
E não importa se como protagonista, coadjuvante, dublê.
Quero dizer
Estive lá.
Em mim a aflição é pior quando se parte.
Antes do fim do filme.
Antes do fim da festa.
Antes do fim da fala.
Antes do fim que falta.
Não quero uma vida em partes.
Quero tudo por inteiro,
senão,
nem me convide.
Porque se parto,
me falta um pedaço.
Porque se me falta,
me despedaço.
10 de dezembro de 2012
sobre a mentira e a loucura
Estreia em breve no Satyros!
Minha maior dificuldade no teatro sempre foi improvisar. Me peça pra trazer uma pesquisa, discutir uma cena em grupo, representar um personagem com direcionamento, me entregue um texto... mas é só eu ouvir "improvise" que o cérebro trava.
Em vez de agir, fico pensando no que fazer. E paraliso.
Aí fiquei pensando que não é o teatro. Minha própria vida é assim. Estou o tempo todo ensaiando na minha mente antes de agir. Sei que muita gente é assim também -- e quanto tempo perdemos com isso!
Não seria muito mais fácil agir como quando enchemos a cara e resolvemos dançar Shakira em cima da mesa, simplesmente porque parece uma ótima ideia naquela hora?
Menos raciocínio e mais loucura, por favor. Precisamos de um mundo assim.
Picasso disse que "a arte é uma mentira que nos faz perceber a verdade". E acho que o teatro é o maior exemplo disso. Aí está ele, semana após semana, cuspindo verdades na nossa cara.
R.Z., interna do Caso 6457, na fila da lobotomia
22 de novembro de 2012
conversa 010
Eu - Eu não faço sentido.
Ela - Não. Nenhum. Haha. Mas ninguém faz.
Eu - Ainda bem.
Ela - Talvez só as pessoas desinteressantes façam sentido.
Eu - É nada, elas só escondem muito bem.
Ela - Não. Nenhum. Haha. Mas ninguém faz.
Eu - Ainda bem.
Ela - Talvez só as pessoas desinteressantes façam sentido.
Eu - É nada, elas só escondem muito bem.
13 de setembro de 2012
28 de agosto de 2012
consciente
Tem coisas que a gente sente na alma.
Outras, no estômago.
As mais cafonas a gente sente no peito.
As mais mundanas, no sexo.
As mais sensatas, no cérebro.
Algumas palpitam nas extremidades.
E tem outras que a gente só sente na base da nuca.
Mas sempre tem aquelas coisas que a gente não entende.
Não
sabe se respira ou se digere.
E não consegue matar.
Porque não sabe nem de onde vêm.
23 de junho de 2012
Monofobia
Medo da solidão é, na verdade, o medo de nós mesmos.
Sozinhos, não há fuga.
Somos obrigados a nos compreender.
E a maioria de nós tem medo do que pode descobrir.
E a maioria de nós tem medo do que pode descobrir.
21 de abril de 2012
sem fôlego
Acho que
– às vezes –
a gente tenta ir mais fundo a cada mergulho
só pra aumentar aquela sensação de alívio ao voltar à superfície.
– às vezes –
a gente tenta ir mais fundo a cada mergulho
só pra aumentar aquela sensação de alívio ao voltar à superfície.
9 de abril de 2012
1 de abril de 2012
Assinar:
Comentários (Atom)

