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17 de setembro de 2013
amadurecer:
tem gente que acha que é parar de se divertir.
tem gente que sabe que é parar de se preocupar.
3 de dezembro de 2012
sobre amor e perdas
Em um dos últimos capítulos de Tudo se Ilumina (J. Safran Foer), um dos personagens pergunta a outro: "Você sabe o que dizem sobre as pessoas que vivem perto de cachoeiras?"
Ele explica que, um dia, elas param de ouvir o som da água. No começo é irritante, aquele barulhão de água batendo nas pedras noite e dia, interrompendo o sono. Mas após algumas semanas, de repente, você consegue dormir uma noite inteira sem nem notar que parou de ouvir o barulho.
Ele diz que é como o luto. No início, sempre achamos que não conseguiremos conviver com aquilo. Mas sempre chega um dia em que uma viúva consegue ter uma noite de sono tranquila, acordar e tomar seu café da manhã sem ouvir o fantasma do marido ecoando na mente. "Seu sofrimento é substituído por uma tristeza proveitosa."
E acho que o amor e as perdas se baseiam mais ou menos nesse mesmo princípio. O começo e o fim do amor são igualmente mudanças, sejam elas boas ou ruins: você precisa ter a disposição pra ouvir o barulho da cachoeira por um tempo, até que aquilo passa a fazer parte de sua vida.
Ele explica que, um dia, elas param de ouvir o som da água. No começo é irritante, aquele barulhão de água batendo nas pedras noite e dia, interrompendo o sono. Mas após algumas semanas, de repente, você consegue dormir uma noite inteira sem nem notar que parou de ouvir o barulho.
Ele diz que é como o luto. No início, sempre achamos que não conseguiremos conviver com aquilo. Mas sempre chega um dia em que uma viúva consegue ter uma noite de sono tranquila, acordar e tomar seu café da manhã sem ouvir o fantasma do marido ecoando na mente. "Seu sofrimento é substituído por uma tristeza proveitosa."
"Todo amor é entalhado em perdas. (...) Mas nós aprendemos a viver nesse amor."
E acho que o amor e as perdas se baseiam mais ou menos nesse mesmo princípio. O começo e o fim do amor são igualmente mudanças, sejam elas boas ou ruins: você precisa ter a disposição pra ouvir o barulho da cachoeira por um tempo, até que aquilo passa a fazer parte de sua vida.
6 de novembro de 2012
sobre se levar a sério
Show de Boate - Satyrianas 2012 (via fotomix)
E isso, sim, é um conselho muito sério.
Não confio em quem não sabe dar risada.
Precisamos nos permitir uma boa dose de bobagens pra conseguirmos nos levar a sério quando é preciso.
A vida é muito curta pra nos darmos o luxo de não ser felizes.
23 de setembro de 2012
Arredio
Às vezes você está frente a frente com um problema, com a solução em suas mãos, mas ele não quer se deixar vencer.
Problemas podem ser ariscos. Podem ver suas soluções como armadilhas.
Como um animal bravio, o problema sente-se acuado e não se deixa ser capturado. Quanto mais você se aproxima, mais ele se sente perseguido. Não entende que você não quer machucá-lo, só quer curá-lo. Você tenta agarrá-lo uma, duas, várias vezes. Ele morde, arranha, faz você sangrar.
Então chega um momento em que já não há o que fazer. O problema não quer sua solução.
É melhor deixá-lo naquele canto e seguir sua vida.
Mesmo sabendo que ele continuará escondido ali, te arranhando sempre que você passar por perto.
Problemas podem ser ariscos. Podem ver suas soluções como armadilhas.
Como um animal bravio, o problema sente-se acuado e não se deixa ser capturado. Quanto mais você se aproxima, mais ele se sente perseguido. Não entende que você não quer machucá-lo, só quer curá-lo. Você tenta agarrá-lo uma, duas, várias vezes. Ele morde, arranha, faz você sangrar.
Então chega um momento em que já não há o que fazer. O problema não quer sua solução.
É melhor deixá-lo naquele canto e seguir sua vida.
Mesmo sabendo que ele continuará escondido ali, te arranhando sempre que você passar por perto.
17 de setembro de 2012
26 de agosto de 2012
21 de junho de 2012
esconde-esconde
Nunca confie em quem não fala sobre a própria vida.
Quem não tem coragem de olhar pra dentro de si não pode ter capacidade de enxergar o que acontece ao seu redor.
1 de fevereiro de 2012
um pouco do que eu sei
imagem: olheosmuros
Eu sei que você já sentiu vontade.
Sei que já teve o impulso de dizer.
Sei que já esteve prestes a fazer
e que admira quem não liga.
Sei que você critica o que não conhece
e que se protege por trás deste escudo.
Você julga o que você tem medo.
Eu sei.
Mas eu também tenho minhas opiniões.
E acho que o dito “normal” é todo aquele que não tem coragem de ser.
13 de dezembro de 2011
Sem prescrição
Dizem que cada pessoa precisa de uma dose diferente.
Não tem bula, a gente é que vai descobrindo a posologia, modo de uso e os efeitos colaterais.
Em excesso, tira a vida do eixo. Mas a falta pode ser pior ainda – causa tédio.
E não tem quem não precise, não adianta negar:
a vida só fica completa com algumas doses de loucura.
17 de agosto de 2011
Novidades
Fazer novas coisas.
Ir a novos lugares.
Conhecer novas pessoas.
Dizer novas palavras.
Rir por novos motivos.
Amanhecer novos dias.
Espreitar um pouquinho novos mundos, antes de voltar para o seu.
Participar de alguma coisa que, naquele momento, passa a também ser sua.
Infiltrar-se em outras vidas.
Porque uma só é muito pouco.
16 de maio de 2011
Existe depressão alheia?
Sabe quando você vê alguém em uma situação muito, mas muito constrangedora, mas a pessoa parece não se envergonhar por isso? Aí você sente vergonha alheia, certo?
Então. Existe um equivalente disso pra depressão?
Eu sinto depressão alheia por gente que se diz (ou se faz parecer) workaholic.
Porque eu até posso gostar do que faço, mas também gosto de outras coisas na vida, né.
Sempre acho que se a pessoa fala com muito entusiasmo sobre um só aspecto de sua vida, é porque algo não vai muito bem nos outros.
Você pode adorar o que você faz das 9h às 18h (ou às 19h, 20h, 21h...). Mas, mesmo trabalhando na empresa mais fodida da cidade, alguma hora você sai de lá. E aí vai viver sua vida social, amorosa, familiar, cultural... E tem que se entusiasmar com essas "outras vidas" também.
Sei lá. Se esse pessoal não se deprime, fico triste por eles.
Então. Existe um equivalente disso pra depressão?
Eu sinto depressão alheia por gente que se diz (ou se faz parecer) workaholic.
Porque eu até posso gostar do que faço, mas também gosto de outras coisas na vida, né.
Sempre acho que se a pessoa fala com muito entusiasmo sobre um só aspecto de sua vida, é porque algo não vai muito bem nos outros.
Você pode adorar o que você faz das 9h às 18h (ou às 19h, 20h, 21h...). Mas, mesmo trabalhando na empresa mais fodida da cidade, alguma hora você sai de lá. E aí vai viver sua vida social, amorosa, familiar, cultural... E tem que se entusiasmar com essas "outras vidas" também.
Sei lá. Se esse pessoal não se deprime, fico triste por eles.
11 de maio de 2011
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